
O Que é Enxameação?
nas Abelhas Sem Ferrão?
O processo mais natural e fascinante da vida de uma colônia — quando ela decide que chegou a hora de se expandir pelo mundo e fundar uma nova família.
Semanas
De preparação antes do enxame partir
Rainha nova
É quem parte — não a rainha velha
100%
Natural — instinto evolutivo de 65 mi de anos
Oportunidade
Para multiplicar o meliponário
Definição objetiva: O que é enxameação (ou enxameagem) é o processo pelo qual uma colônia de abelhas sem ferrão se reproduz produzindo um novo enxame — um grupo de operárias que parte junto com uma rainha virgem para fundar uma nova colônia em outro local. É o equivalente natural da reprodução da colônia como um organismo: a “mãe” permanece no ninho original, e uma “filha” parte para criar sua própria família. É um evento positivo, saudável e esperado em colônias bem estabelecidas.
🔍 Entendendo a Enxameação: A Reprodução da Colônia
Para compreender a enxameação, é preciso mudar a perspectiva: uma colônia de abelhas sem ferrão não é apenas um agrupamento de insetos — ela é, biologicamente, um superorganismo. Assim como um organismo individual se reproduz gerando descendentes, a colônia se reproduz gerando novos enxames. A enxameação é, portanto, a forma de reprodução do superorganismo-colônia.
Diferente de uma divisão forçada feita pelo meliponicultor, a enxameação natural é um processo elaborado que a colônia prepara ao longo de semanas — recrutando operárias, produzindo uma rainha virgem, localizando e preparando o novo ninho, acumulando recursos para a viagem e coordenando a partida de centenas a milhares de abelhas. É logística evolutiva de alto nível.
🌱
Semanas
Duração da preparação antes do enxame partir
🐝
10–50%
Da população da colônia mãe parte com o enxame
📦
Recursos
Mel, cera e geopropolis são carregados para o novo ninho
👑
Virgem
A rainha que parte ainda não foi fecundada — o voo nupcial ocorre depois
🔬 Por que a colônia enxameia? Do ponto de vista evolutivo, a enxameação é o único mecanismo pelo qual os genes da colônia se propagam para novas gerações de colônias. Uma colônia que nunca enxameia é um beco evolutivo — seus genes morrem com ela. A pressão evolutiva favorece fortemente colônias com alto impulso de enxameação, o que explica por que o comportamento é tão robusto e persistente mesmo em colônias manejadas.
⚖️ Enxameação em Abelhas Sem Ferrão vs. Abelha Europeia
A enxameação dos meliponíneos (abelhas sem ferrão) é fundamentalmente diferente da enxameação da Apis mellifera — e entender essa diferença evita erros graves de manejo:
🌿 Abelhas Sem Ferrão (Meliponíneos)
- A rainha velha permanece na colônia mãe — ela é valiosa e experiente
- A rainha virgem (nova) é quem parte com o enxame
- A rainha parte ainda sem fecundação — o voo nupcial ocorre depois no novo ninho
- O enxame leva materiais: mel, cera, geopropolis, pólen
- O novo ninho é prospectado com antecedência por operárias exploradoras
- O processo dura semanas de preparação silenciosa
- A colônia mãe continua forte após o enxame — não enfraquece drasticamente
- Podem ocorrer múltiplos enxames da mesma colônia em sequência
🍯 Abelha Europeia (Apis mellifera)
- A rainha velha parte com o enxame — levando sua experiência embora
- A rainha nova (virgem) permanece na colônia original
- O enxame parte de forma mais explosiva e rápida — horas, não semanas
- O enxame não leva materiais — parte apenas com as abelhas e mel no abdômen
- O novo ninho é encontrado após a saída, por exploradoras “dançarinas”
- A colônia mãe pode enfraquecer significativamente após perder a rainha
- O processo é mais imprevisível e visível — nuvem de abelhas no ar
- Geralmente produz um único enxame por temporada
“Enquanto a abelha europeia enxameia como uma revolução — rápida, barulhenta e imprevisível — os meliponíneos enxameiam como uma migração planejada: silenciosa, organizada, semanas a caminho.”— Warwick Kerr, entomologista pioneiro em meliponíneos, USP, adaptado
🗓️ Como a Enxameação Acontece: Fase por Fase

A enxameação natural em abelhas sem ferrão é um processo longo e sofisticado que começa semanas antes de qualquer abelha efetivamente partir. Cada fase tem sua biologia e seus sinais perceptíveis para o meliponicultor atento:
🌡️
Gatilho
Semanas antes
🔍
Prospecção
2–4 semanas antes
👑
Produção da Rainha
~3 semanas antes
📦
Transporte de recursos
Dias antes
✈️
Partida do Enxame
Dia D
🏡
Fundação do Novo Ninho
Dias a semanas depois
🌡️
Fase 1 — Gatilho
A Colônia Decide Enxamear
A decisão de enxamear é desencadeada por uma combinação de fatores: a colônia está populosa e com recursos abundantes, a estação do ano é favorável (início das chuvas ou do verão na maioria das regiões brasileiras), há florada intensa garantindo disponibilidade de néctar e pólen, e o ninho original está ficando pequeno para a população crescente. Nenhum indivíduo “toma” essa decisão — ela emerge do estado coletivo da colônia detectado via trocas de alimento e feromônios.
🔍
Fase 2 — Prospecção do Novo Ninho
Exploradoras Partem em Busca do Novo Lar
Semanas antes da partida, operárias exploradoras começam a vistoriar potenciais ninhos ao redor da colônia — ocos de árvores, frestas em construções, caixas de meliponário disponíveis, buracos em muros. Ao encontrar um candidato adequado, a exploradora retorna ao ninho e recruta companheiras por meio de comportamentos de dança e trocas alimentares. O processo se repete até que um consenso emerge sobre qual local é o mais adequado. Este é um dos comportamentos mais estudados em inteligência de enxame.
👑
Fase 3 — Produção da Rainha Virgem
A Colônia Cria a Futura Fundadora
Paralelamente à prospecção, a colônia inicia a produção da rainha virgem que partirá com o enxame. Larvas com o genótipo adequado recebem maior quantidade de alimento e são mantidas vivas pelas operárias — ao contrário do que ocorre em períodos sem enxameagem, quando são destruídas. O desenvolvimento completo leva cerca de 39 dias (na jataí), então a preparação da rainha começa com bastante antecedência. Em alguns casos, mais de uma rainha virgem é produzida para garantir que pelo menos uma parta com sucesso.
📦
Fase 4 — Transporte de Recursos para o Novo Ninho
Carregando o Enxoval para o Novo Lar
Esta é uma das características mais fascinantes da enxameação dos meliponíneos — e completamente diferente de Apis mellifera. Dias antes da partida oficial do enxame, operárias carregadeiras já realizam viagens ao novo ninho levando: bolotas de cera e geopropolis (para iniciar a construção), néctar e mel (para a alimentação imediata), e às vezes pólen. Observar fluxo intenso e incomum de entrada em uma caixa vazia ou oco de árvore próximo é um sinal claro de que um enxame está sendo preparado para aquele local.
✈️
Fase 5 — Partida do Enxame
O Grande Momento: A Colônia Parte
Quando tudo está pronto — novo ninho identificado e com recursos iniciais, rainha virgem madura, operárias recrutadas — o enxame parte. Nas abelhas sem ferrão, esse momento é muito menos espetacular do que em Apis mellifera: não há a grande nuvem de abelhas em voo que todos conhecem. A partida ocorre em fluxo contínuo e relativamente silencioso ao longo de horas ou mesmo dias — operárias partem em grupos pequenos para o novo ninho, carregando mais recursos e eventualmente acompanhando a rainha virgem. Para o observador desatento, pode passar despercebido.
🏡
Fase 6 — Fundação e Consolidação
A Nova Colônia Começa a Existir
No novo ninho, as operárias iniciam imediatamente a construção da estrutura básica: batume de entrada, câmara de cria, potes para mel e pólen. A rainha virgem realiza o voo nupcial a partir do novo ninho — fecundada por machos de outras colônias da região. Ao retornar fecundada, começa a ovipositar em dias ou semanas. A nova colônia é inicialmente frágil — pequena população, reservas limitadas — mas com florada favorável pode se consolidar rapidamente. A colônia mãe, enquanto isso, mantém sua rainha original e continua funcionando normalmente.
👁️ Como Reconhecer que uma Enxameação Está a Caminho
Para o meliponicultor preparado, a enxameação não é surpresa — ela anuncia o que vem por semanas com sinais claros que podem ser observados nas visitas de inspeção:
🐝
Superpopulação visível
Grande número de operárias nas bordas dos discos de cria, nas paredes internas e na entrada da colmeia — abelhas “sem tarefa aparente”, aguardando. A colônia parece cheia demais para o espaço disponível.
📦
Fluxo em local vazio próximo
Operárias entrando e saindo de uma caixa vazia, oco de árvore ou fresta nas proximidades do meliponário. Levam bolotas de cera ou geopropolis visíveis nas corbículas — sinal claro de transporte de material de construção para o novo ninho.
👑
Presença de rainha virgem
Durante a inspeção, encontrar uma ou mais rainhas virgens na colônia junto à rainha physogástrica ativa — sinal de que a enxameagem está em preparação avançada.
📈
Potes de mel transbordando
Reservas de mel nos potes superiores ao normal — a colônia está acumulando recursos em excesso para garantir que o enxame que parte tenha suprimentos iniciais. Também indica saúde geral excelente.
🏃
Operárias exploradoras ativas
Grupo de operárias vistoriando sistematicamente os arredores da colmeia — entrando em frestas, buracos e caixas vizinhas. Comportamento de “procura ativa” diferente do forrageamento normal de néctar e pólen.
🌡️
Sazonalidade e florada intensa
Contexto ambiental favorável: início das chuvas, florada abundante de espécies locais. A enxameação ocorre preferencialmente nos períodos de maior disponibilidade de recursos — outubro a março na maior parte do Brasil.
🌿 Enxameação por Espécie: Cada uma do Seu Jeito
As características da enxameação variam significativamente entre as espécies de meliponíneos. Conhecer o padrão específico da espécie que você cria é fundamental para gerenciar bem o evento:
| Espécie | Frequência | Melhor Época (BR) | Tamanho do Enxame | Sinais Antecipados | Ação Recomendada |
|---|---|---|---|---|---|
| Jataí Tetragonisca angustula | Alta — 1–3×/ano | Out–Mar (chuvas) | Pequeno (200–600 operárias) | Fluxo em caixas vizinhas, exploradoras ativas | Preparar caixas jataí com orifício pequeno próximas |
| Mandaçaia Melipona quadrifasciata | Moderada — 1–2×/ano | Out–Fev | Médio (500–1.500 op.) | Rainha virgem presente + superpopulação | Divisão assistida antes ou preparar caixa nova |
| Uruçu Melipona scutellaris | Moderada — 1×/ano | Nov–Mar | Grande (800–2.500 op.) | Superpopulação muito visível, mel em excesso | Caixa nova grande disponível, monitorar rainha virgem |
| Tubiba Scaptotrigona postica | Alta — 2–4×/ano | Out–Abr | Médio (400–1.200 op.) | Fluxo em locais vazios, agitação na entrada | Intercepção ativa — caixas iscas posicionadas |
| Borá Tetragona clavipes | Baixa–Moderada — 1×/ano | Out–Jan | Médio-grande (600–2.000 op.) | Menos visível — processo mais interno | Caixa nova grande; divisão assistida recomendada |
| Iraí Nannotrigona testaceicornis | Alta — 2–4×/ano | Set–Mar | Pequeno (150–500 op.) | Muito difícil de detectar antecipadamente | Caixas iscas pequenas sempre posicionadas próximas |
🧑🌾 O Que o Meliponicultor Deve Fazer
A enxameação é uma oportunidade de multiplicar o meliponário de forma totalmente natural — sem estresse para as abelhas, sem divisão forçada, sem risco de orfandade. Mas ela exige preparo antecipado para não ser perdida:
Antes da Enxameação: Preparação
- ✓Mantenha sempre 1 a 2 caixas preparadas: limpas, com odor de cerume e geopropolis da própria espécie — isso aumenta muito a atratividade para o enxame que está prospectando locais
- ✓Posicione caixas iscas estrategicamente: próximas às colônias fortes, em local sombreado, à mesma altura das entradas das colônias existentes (60–90 cm do chão)
- ✓Monitore colônias fortes mensalmente: observe sinais de superpopulação, excesso de mel e comportamento exploratório — dão 2 a 4 semanas de antecedência
- ✓Conheça a sazonalidade da sua região: marque no calendário os períodos de maior enxameação para a espécie que você cria e esteja mais atento nesses meses
Durante a Enxameação: Ação ou Observação?
- ✓Se o enxame está indo para uma caixa sua: não interfira — deixe o processo acontecer naturalmente. O enxame se instala melhor sem perturbação. Apenas certifique-se de que a caixa está em local adequado e que a entrada é do tamanho certo para a espécie
- ✓Se o enxame está indo para local indesejado: é possível redirecionar posicionando uma caixa atrativa entre a colônia mãe e o local indesejado — mas com baixa garantia de sucesso; o enxame já tem o destino escolhido
- →Se quiser interceptar um enxame em árvore: aguarde 2 a 3 dias até a colônia estar estabelecida no novo local, depois transfira a caixa para o meliponário — mais fácil e menos estressante do que tentar capturar abelhas em voo
- !Não abra a colônia mãe durante o processo: perturbação nesse momento pode abortar a enxameação ou causar a perda do enxame
Depois da Enxameação: Cuidados com Ambas as Colônias
- ✓Colônia mãe: verifique depois de 15 dias se a rainha original continua ativa e com boa postura. A colônia pode ter perdido população mas deve se recuperar rapidamente com florada favorável
- ✓Colônia filha (novo enxame): não abra por 20 a 30 dias — deixe a rainha virgem realizar o voo nupcial e iniciar a postura em paz. A primeira abertura prematura é a causa mais comum de perda de enxames capturados
- →Suplementação alimentar: se a estação for de escassez, forneça xarope de açúcar (1:1) à entrada da colônia filha nas primeiras semanas — a população pequena pode não ter forrageiras suficientes para se sustentar
- !Não colha mel da colônia filha no primeiro ano: ela precisa de todas as reservas para crescer e consolidar a população. Toda colheita no primeiro ano atrasa o desenvolvimento e aumenta o risco de abandono
⚠️ Enxameação vs. Abandono: Não Confunda!

Um erro comum de meliponicultores iniciantes é confundir enxameação (evento saudável e positivo) com abandono do ninho (evento preocupante que indica problema). São processos completamente diferentes:
| Característica | Enxameação | Abandono |
|---|---|---|
| Estado da colônia mãe | Forte e saudável | Fraca, estressada ou enferma |
| O que fica na colônia original | Rainha velha ativa + maioria das operárias + cria + recursos | Cria abandonada, potes vazios ou abertos, sem operárias |
| Quem sai | Rainha virgem + parcela das operárias + recursos carregados | Toda a colônia abandona — rainha, operárias e às vezes cria |
| Destino | Novo ninho já prospectado e preparado antecipadamente | Fuga sem destino claro — frequentemente colônia se dissolve |
| Causas | Superpopulação, recursos abundantes, instinto reprodutivo | Manejo excessivo, forídeos, temperatura extrema, orfandade, escassez |
| O que fazer | Preparar para receber o enxame — evento positivo | Investigar a causa e corrigir urgentemente |
🚨 Sinal de alerta — abandono: Se você abrir a colônia e encontrar potes de mel abertos (operárias “liberam” as reservas antes de sair), cria de idades variadas abandonada nas células, batume interno destruído ou entrada sem movimento por mais de 48h — isso é abandono, não enxameação. Investigue imediatamente: verifique infestação de forídeos, temperatura interna, sinais de rainha e estado geral dos discos de cria.
✅ Checklist Completo: Enxameação em Resumo
O que é e como funciona
- ✓ Enxameação é a reprodução da colônia — ela se divide, gerando uma nova colônia independente
- ✓ A rainha velha permanece na colônia mãe — é a rainha virgem quem parte com o enxame
- ✓ O processo dura semanas, começando pela prospecção do novo ninho e produção da rainha virgem
- ✓ O enxame carrega mel, cera e geopropolis para o novo ninho — diferente de Apis mellifera
- ✓ A rainha parte virgem e se fecundará no novo ninho, após o voo nupcial
Como se preparar
- → Mantenha caixas preparadas com cerume da espécie sempre disponíveis
- → Monitore colônias fortes nos meses de maior enxameação (out–mar)
- → Aprenda a reconhecer os sinais antecipados: fluxo em locais vazios, rainha virgem presente, superpopulação
- → Não abra a colônia filha por 20 a 30 dias após o enxame se instalar
- ! Não confunda enxameação (saudável) com abandono (problema) — os sinais são opostos
- ! Não colha mel da colônia filha no primeiro ano de vida
🏁 Conclusão: A Enxameação é um Presente da Colônia
A enxameação é, em sua essência, o sinal mais claro de que você está criando suas abelhas corretamente. Uma colônia que enxameia é uma colônia saudável, bem alimentada, bem protegida e tão vigorosa que decidiu que é hora de expandir sua presença no mundo.
Para o meliponicultor preparado, cada enxameação é uma nova colônia sem custo adicional — uma família inteira de abelhas oferecida pela natureza, resultado direto do cuidado investido na colônia mãe. Para o meliponicultor desprevenido, é uma oportunidade perdida — abelhas que partiram para um oco de árvore no mato ou para o jardim de um vizinho.
A diferença entre um e outro é simples: preparação, observação e respeito ao ritmo natural das abelhas. Tenha sempre uma caixa pronta, aprenda a ler os sinais da colônia, e quando o grande dia chegar — celebrate. A natureza está funcionando exatamente como deveria.
🌿 Prepare-se Para Receber o Enxame
Compartilhe este artigo, prepare suas caixas iscas e fique atento aos sinais das suas colônias. A próxima enxameação pode estar mais perto do que você imagina.
perguntas frequentes:
1. O que acontece quando nasce mais de uma princesa na abelha sem ferrão?
Quando nascem várias princesas ao mesmo tempo, a colônia precisa resolver rapidamente qual delas ficará. Segundo o artigo, esse processo pode terminar com uma princesa aceita como futura rainha, outra saindo com enxame, algumas sendo toleradas por pouco tempo ou as excedentes sendo eliminadas pelas operárias.
2. Por que surgem várias princesas ao mesmo tempo?
O texto explica que isso pode acontecer por enxameagem, orfandade, sincronismo no desenvolvimento das pupas e até por estresse ou perturbações externas. Em períodos de enxameagem, a própria colônia pode permitir que 2 a 5 princesas completem o desenvolvimento como forma de redundância reprodutiva.
3. É normal nascer mais de uma princesa na Jataí?
Sim. O artigo mostra que isso é mais comum do que muitos meliponicultores imaginam. Na Jataí, cerca de 25% das larvas fêmeas podem ter potencial genético para rainha, embora a maioria normalmente seja eliminada antes da emergência.
4. A colônia pode ficar com várias rainhas ao mesmo tempo?
Na prática, não por muito tempo. O artigo afirma que, especialmente na Jataí, a colônia costuma resolver esse conflito em poucas horas e raramente mantém mais de uma princesa viva por mais de 24 horas.
5. Quem decide qual princesa vai sobreviver?
Não existe uma abelha “chefe”. A escolha acontece por decisão coletiva das operárias, guiada por feromônios, vigor físico da princesa, ordem de emergência, comportamento das operárias e estado geral da colônia. O artigo descreve isso como um exemplo de inteligência coletiva sem liderança central.
6. Como a colônia escolhe a princesa que fica?
A seleção depende de fatores como perfil feromonal, força e nutrição da princesa, momento em que ela emergiu e contexto da colônia, como enxameagem ou substituição de rainha. O resultado final vem da soma das respostas individuais das operárias.
7. O que acontece com as princesas excedentes?
O artigo aponta quatro destinos possíveis para uma princesa excedente: virar rainha da colônia, partir com enxame, ser executada pelas operárias ou ficar em tolerância temporária aguardando definição.
8. As operárias matam as princesas excedentes?
Sim, em muitos casos. O texto relata que as operárias podem destruir as células antes da emergência ou atacar princesas já emergidas, imobilizando-as com mordidas até a morte. É um processo duro, mas natural dentro da organização da colônia.
9. A princesa pode sair com o enxame?
Sim. Em cenário de enxameagem, uma das princesas pode ser escolhida para sair com parte das operárias e fundar uma nova colônia. Nesse caso, ela ainda parte virgem e só fará o voo nupcial depois, já associada ao novo ninho.
Abel Melquiades é o criador do **Meliponicultura do Zero**, um entusiasta e praticante da criação de abelhas sem ferrão que acredita que o conhecimento só faz sentido quando é compartilhado. Sua trajetória na meliponicultura começou de forma simples, aprendendo na prática, observando as colônias, respeitando os ciclos naturais e entendendo que cada espécie tem seu próprio ritmo. Com o tempo, essa vivência se transformou em experiência sólida, unindo estudo, testes reais e muito cuidado com o bem-estar das abelhas. O blog nasceu do desejo de orientar iniciantes com uma linguagem clara e acessível, mostrando que é possível começar do zero, com responsabilidade, consciência ambiental e paixão pela natureza.








